No século XX, nenhum meio artístico na América do Norte com tanto potencial para expressão criativa teve uma história mais turbulenta e menos respeitada do que as histórias em quadrinhos. Por meio de montagens animadas, leituras e entrevistas, este filme nos guia pela história do meio desde o final dos anos 1930 e 1940, com a primeira explosão de popularidade com os super-heróis criados por grandes talentos como Jack Kirby, até atingir seu primeiro ápice artístico com "Spirit", de Will Eisner. Em seguida, o filme se volta para o mundo dos quadrinhos do pós-guerra, com a crescente popularidade dos quadrinhos de crime e terror, especialmente aqueles publicados pela EC Comics sob a direção de William B. Gaines, até que esta desmoronou com a ascensão da censura com a imposição do Código de Quadrinhos. Na esteira da devastação da liberdade criativa do meio, também exploramos a sobrevivência desafiadora da EC com a criação da singular "Mad Magazine", por Harvey Kurtzman. Passamos então para o ressurgimento dos super-heróis no final dos anos 1950 e 1960, caracterizado pela ascensão da inovadora Marvel Comics, editada por Stan Lee. Ainda mais importante é a ascensão dos quadrinhos underground, alegremente desinibidos, criados por talentos excêntricos como Robert Crumb e Dan O'Neill. Isso leva a perfis de criadores como Harvey Pekar, que levam a mídia a novas direções de expressão. No final dos anos 1970 e 1980, assistimos à ascensão dos quadrinhos alternativos com talentos ousados como Jaime Hernández por "Love and Rockets", Sue Coe por "How to Commit Suicide in South Africa" e, especialmente, Art Spiegelman por seu comovente relato do Holocausto, vencedor do Prêmio Pulitzer, "Maus". Por fim, aprendemos sobre o momento revitalizante do mito dos super-heróis da mídia com a criação da minissérie feroz de Frank Miller, "Batman: O Cavaleiro das Trevas". No conjunto, o filme argumenta que a mídia é muito mais do que o estereótipo do lixo juvenil, mas sim uma forma de arte com uma história intensa e um futuro promissor.